Não estou entendendo nada sobre essa guerra?

Tempo de leitura: 5 min

Escrito por
em Maio 5, 2022

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O que está acontecendo? Alguém me explica?

Estes foram alguns comentários que ouvi na fila de um banco, de uma senhorinha de casaco vermelho que conversava com mais duas amigas, enquanto ela tentava entender o que gerou o conflito entre Rússia e Ucrânia, as outras duas amigas tentavam explicar conforme seus entendimentos o que estava acontecendo, mas elas não conseguiram entrar num acordo também, e se desentenderam. Uma guerra acontecendo por falta de um acordo e três senhoras idosas se desentendendo numa fila de banco também por falta de entrar em acordo… são duas semelhanças, em proporções diferentes, mas a falta de comunicação, o desacordo, geram conflitos sempre, no mundo inteiro.

O que falta em nós? Mais paciência? Mais compreensão? Mais misericórdia? Bem, estes são temas para outra conversa… Nossa conversa de hoje continuará sendo sobre a guerra, infelizmente… Seria bem melhor falar sobre como ganhar dinheiro, sobre viagens, sobre bandas de músicas, mas a guerra está aí e não tem previsão de acabar, pelo contrário a coisa está ficando cada vez mais feia…

Por todos esses acontecimentos e visto que algumas pessoas ainda tem muitas dúvidas sobre o que gerou esta guerra, falaremos neste artigo sobre o princípio de tudo.

O conflito entre Rússia e Ucrânia não começou no último mês de novembro, quando Vladimir Putin ordenou o deslocamento de cerca de 100 mil soldados para a fronteira entre os dois países. A questão geopolítica é profunda e escancara cicatrizes deixadas ainda pelo período do pós-Guerra Mundial.

A Ucrânia fazia parte da extinta União Soviética, mas declarou independência no dia 21 de agosto de 1991. O país era tratado como uma região chave da antiga nação socialista por ser a segunda região mais populosa e por concentrar grande parte do setor agrícola, industrial e de aparatos militares.

No entanto, o conflito geopolítico passa pelo interesse da Ucrânia em se aliar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança militar que, nos últimos anos, anexou países que faziam parte da extinta União Soviética e que atualmente conta com 30 membros.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, afirma que a anexação da Ucrânia e da Geórgia pela OTAN é uma ameaça ao seu país. O leste da Rússia é considerado o ponto mais vulnerável do ponto de vista militar, mas a OTAN agregou Estônia, Letônia e Lituânia para a aliança militar em 2004, o que irritou o Kremlin.

Em 2013, na Ucrânia, aconteceu o evento chamado Euromaidan, que pode ser tratado como uma revolução ou como um golpe político. Na ocasião, diversas pessoas começaram a protestar nas ruas contrários ao governo de Víktor Yanukóvytch, aliado da Rússia, por conta de casos de corrupção.

Os conflitos resultaram em uma Guerra Civil que fez com que outros ucranianos se juntassem aos primeiros manifestantes. Após muitas mortes, Víktor Yanukóvytch deixou a presidência do país no dia 23 de fevereiro de 2014.

No mesmo ano, os russos étnicos, que condenaram os eventos que ocorreram em Kiev e que buscam laços mais estreitos com Moscou, promoveram a Guerra da Crimeia, com o apoio da Rússia. A região havia sido cedida à Ucrânia em 1954, mas oito nações já reconhecem a independência da região separatista.

Também em 2014, Donetsk e Luhank, províncias de Donbas, que também são próximos da Rússia devido a presença de grande parte da população que tem etnia russa, declararam independência da Ucrânia. O caso fez com que clubes de futebol, como o Shakhtar e o Zorya tivessem que deixar as regiões de origem e atuassem em Kiev.

Entre as principais razões apontadas, estão: a expansão da Otan pelo Leste Europeu, a possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar, a contestação ao direito da Ucrânia à soberania independente da Rússia e o desejo de Vladimir Putin de restabelecer a zona de influência da União Soviética.

Por um lado, a Rússia diz querer impedir o que classifica de cerco à sua fronteira com a possível adesão da Ucrânia à Otan, aliança militar de 30 países, que se expandiu pelo Leste Europeu, incluindo hoje 14 países do ex-bloco comunista.

Putin acusa ainda, sem provas, o governo ucraniano de genocídio contra ucranianos de origem étnica russa que vivem nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk. Ele alega que a invasão tenta “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia, o que pode servir de justificativa para uma eventual deposição do atual governo ucraniano.

Por outro lado, a Ucrânia e outros observadores veem na guerra uma tentativa de a Rússia restabelecer a zona de controle e influência da antiga União Soviética, algo visto como desrespeito à soberania da Ucrânia, que deveria ter o direito de decidir seu destino e suas alianças.

A guerra chega ao seu 27º dia nesta terça-feira (22/3) com os EUA alertando que a Rússia pode vir a usar armas químicas ou biológicas, com avanços da Rússia no espaço aéreo da Ucrânia e com o presidente ucraniano voltando a pedir um encontro com o líder russo, Vladimir Putin.

O presidente dos EUA, Joe Biden, acredita que Putin está sob pressão pela falta de avanço das tropas russas na Ucrânia, e que isso aumenta as chances de ele usar armas químicas ou biológicas. A Casa Branca também alerta que a Rússia pode recorrer a ataques cibernéticos contra os EUA em resposta às sanções.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz que as forças de seu país têm conseguido conter o avanço inimigo. Mas os militares da Ucrânia dizem que a Rússia aumentou sua presença no espaço aéreo do país nas últimas 24 horas. Zelensky voltou a pedir uma reunião com Putin, dizendo que não será possível negociar o fim da guerra a menos que eles se encontrem.

Analistas militares de países como o Reino Unido dizem que a invasão russa “estagnou em todas as frentes”. Os EUA estimam que mais de 7 mil militares russos tenham morrido no conflito e até 14 mil tenham sido feridos.

 O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou nas notícias do dia de hoje que as relações com os Estados Unidos estão “à beira de uma ruptura”. Em nota entregue à embaixada dos EUA em Moscou, o órgão diz protestar contra declarações do presidente Joe Biden sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. O texto não especifica quais foram as falas do líder americano que motivaram a nota. Semana passada, Biden chegou a chamar o presidente russo Vladimir Putin de “criminoso de guerra” e “ditador assassino”…

E agora? O que estas palavras vão repercutir?

Não sabemos, só o que podemos fazer é pedir a Deus que tenha misericórdia de nós… e vamos esperar e torcer para que tudo acabe o mais rápido possível, pois numa guerra, os poderosos que iniciaram a guerra continuam em suas casas, com comida e uma cama para dormir, enquanto muitas crianças ficaram órfãs, muitas famílias perderam seus pais, seus filhos, perderam suas casas e estão passando fome.

Injustiças, até quando?

A justiça de Deus um dia será feita! Disso eu tenho certeza!

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